segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Simplificando o extraordinário


Oi, gente!

Hora de viajar de novo, conhecendo e reconhecendo sabores além-mar.
Quem aqui já comeu trufas negras? Eu não conhecia, e nunca tinha experimentado, até uma temporada inesquecível que passei na Provance.
Fui pesquisar, e descorbri que, na verdade, a trufa negra é um fungo, uma espécie rara e silvestre de cogumelo que nasce embaixo da terra, numa profundidade média de 30cm, e perto das raízes de castanheiras e carvalhos. Por ficarem enterradas, são bem difícies de encontrar, e nessa busca o mais comum é que se utilizem cães farejadores, o que as tornas ainda mais especiais, e caras. Os preços podem chegar a mais de U$1.000,00!!
São pequenas, com uma casca grossa e enrrugada, possuem sabor forte e marcante, e são bastante usadas na alta gastronomia. Se o próprio ingrediente é caro, imaginem o preço que um prato que leva trufas negras pode alcançar num restaurante top?? Definitivamente, não é para todos os bolsos.
Porém, para a nossa alegria, uma mais conhecidas e deliciosas formas de desfrutar o rico sabor da trufa negra vem das receitas simples, caseiras, daquelas presentes nos almoços familiares especiais: o ovo mexido com trufas negras.
Tive a sorte de ser recebida com um desses durante um inesquecível almoço ao ar livre, e sinto até hoje o gostinho marcante da trufa, ressaltado pela cremosidade e pela simplicidade dos ovos mexidos de forma primorosa. A combinação é ideal, mas não deixe os ovos ressecarem. Pra ficar perfeito, eles precisam estar bem cremosos, molhadinhos.
A receita é simples: ovos frescos, uma boa manteiga, e as trufas raladas com ralo grosso. Sal e pimenta do reino a gosto. Ainda tem quem sugira uma pequena quantidade de creme de leite fresco ao final. E voilà!!

Ah, se você quiser a-r-r-a-s-a-r na apresentação do prato, sirva em porções individuais, dentro da casquinha do ovo, usando-a como uma cumbuquinha.
Este é, sem dúvida, mais um sabor fascinante a ser descoberto. Um verdadeiro presente da natureza pois, pelo que pude ver, ainda não se conseguiu, até hoje, cultivá-las.
O bom é que, para nós, pobres mortais recifenses, existem trufas negras em conserva que podem, perfeitamente, ser utilizadas. Bem melhor, né?
Sirva com excelentes torradas, e se prepare para os elogios. Que tal um brunch neste Natal?? 
Um beijo enorme.

Curiosidade Extra: Antigamente, no lugar dos cães, os caçadores de trufas negras usavam porcos.  E eu nem sabia que existiam porcos farejadores!!!


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Cozinhando Escondidinho

Agradecimentos especiais
Oi, gente!

Esta semana fui conhecer um lugarzinho massa, e estou muito feliz em poder dividir esta descoberta com vocês.
O lugar se chama Cozinhando Escondidinho. Nada mais apropriado. Fica no primeiro andar de uma casa residencial, em Casa Amarela, e não tem nem placa na frente. Parece, mas não é difícil de chegar (pra facilitar, vou postar na fan page do blog o mapa de acesso). Sobrevive, basicamente, da velha e boa propaganda boca a boca, que é a melhor de todas! Soube da sua existência por amigos, e aqui estou eu, indicando pra todo mundo!
A proposta da casa é simples: comida regional da melhor qualidade, com um toque de criatividade e muito cuidado na apresentação, a um preço justo. O atendimento é de primeira, coisa rara por aqui.
Soube depois que o chef, Rivandro França, ganhou o prêmio de Chef Revelação 2012 do Guia Brasil 2013.
Mais do que merecido!
Fiquei absolutamente encantada. O ambiente é simples, porém decorado com cuidado, e cheio de referências à cultura sertaneja. Uma das coisas mais legais são as panelas penduradas nas paredes, repletas de recadinhos e assinaturas de quem esteve por lá. Uma graça!
Escondidinho de carne de sol
Panelinha de Moela
Caprichei nesse dia, e o passeio pelo cardápio foi grande. Em homenagem ao nome da casa, comecei pelo Escondidinho de carne de sol com banana comprida, e já acertei de primeira. Pequenininho, baratinho e delicioso! A massa, ao invés da tradicional macaxeira, era de banana comprida, fazendo o contragosto perfeito pra carne de sol. Queijinho por cima pra gratinar, e voilà!
Mais um copinho de cerveja, e a escolha da mesa foi a Panelinha de moela no molho com farofa e vinagrete, e a Codorna a retalho. Mandamos bem, de novo! A moela estava bem molinha, e o molho encorpado. Pra mim, só precisava de um pouquinho mais de sal. Mas agradeci em nome do meu pai, hipertenso, que me acompanhava nesta empreitada gastronômica.
Cuscuz de Cabeça Amarrada
Codorna a retalho
Já a codorna, estava impecável! Duas codornas em pedacinhos, com cubinhos de queijo coalho, puxada na manteiga e no mel de engenho. Surpreendente! Estava tão boa que até quem não se aventura muito nos sabores adorou. Nota 10!
Fomos em frente, e a vez foi do Cuscuz de cabeça amarrada.  Um nome engraçadinho pro bom e velho cuscuz com galinha guisada. Só que em pratos separados, e o cuscuz num prato amarrado com um pano, bem naquele estilo trabalhador rural. Estava bom, mas não excelente. Foi a opção mais fraca.
Lindo e Arrumado
Mais uma rodada de cerveja gelada. Pra acompanhar, Lindo e arrumado (adorei o nome!!!), que é um arrumadinho incrementado com fava rajada. Gostoso, e muito bem servido. Mais um pra lista!
Pirão de coalho
Finalmente, pensamos em almoçar. Como todo mundo já estava meio cheio, dividimos alguns pratos que seriam, a princípio, individuais. A estrela foi o Pirão de coalho na cumbuca virada. Todo mundo adorou! Uma mistura de arroz, feijão verde e carne de sol desfiada, e uma cumbuca de pirão de queijo coalho virada por cima. Quase uma releitura do baião de dois que eu costumava comer quando criança, na casa de uns tios muito queridos. Simples, farto e muito gostoso.
A essas alturas, o estrago na dieta já havia sido feito, e fomos com gosto de gás nas sobremesas. Ainda bem! Hora de novas e boas surpresas. O queijo manteiga com mel de engenho estava divino, cheio daquela casquinha bem crocante, que é, para mim, a sua melhor parte.
Na lista dos imperdíveis, o Triângulo Amoroso, formado pelo casamento perfeito do bolo de rolo, sorvete de creme e calda de chocolate, e o Doce Sabor Pernambucano, delicadamente feito de macaxeira, coco ralado, mel de engenho e cachaça. Divino, e inesquecível!
Depois disso tudo, foi inevitável começar a pensar numa cama, numa rede... Hora do cochilo!
Espero que vocês encontrem os sabores escondidos neste lugarzinho especial. Comida boa, e com preços altamente justos. Mas o melhor de tudo foi, sem dúvida, a simpatia do Chef Rivandro, que marcou seu nome no meu coração sempre faminto.
Um beijo, e até a próxima!
Triângulo Amoroso
Doce Sabor Pernambucano

Queijo manteiga



domingo, 18 de novembro de 2012

A arábia é aqui!

Oi, gente!

A dica desta semana foi a minha primeira descoberta pós férias: a Snaubar Esfiharia e Cervejaria, no bairro de Parnamirim.
Aberta há pouquíssimo tempo, veio tentar preencher um grande vazio na cena gastronômica desta cidade: a ausência de bons restaurantes árabes. Ainda bem!
Obviamente, como o próprio nome diz, a estrela da casa são as esfihas, e nelas o cardápio é pródigo em opções. Mais ou menos como ocorreria numa pizzaria, ou numa creperia, os mais variados recheios estão lá: os comuns, os mais elaborados, os simples, os mais temperados, doces ou salgados, e ainda os chamados regionais. Na tentativa de agradar a todos os paladares, a temática árabe foi ampliada, cheia de licença poética. Imagine uma esfirra quatro queijos, uma marguerita, camarão com catupiry, carne de sol com queijo coalho, charque com catupiry, calabresa, romeu e julieta ou cartola. Todas estão lá.
Esfiha de berinjela e coalhada seca
Esfiha Quatro Queijos
Elegi algumas para provar. A massa é gostosa, embora para mim pudesse ser um pouco mais leve e mais fina. Confesso que não cheguei a perguntar, mas senti um gostinho de milho bem marcante em todas elas, mais ou menos como a massa utilizada em uma conhecida pizzaria recifense. Será que procede? Prometo que, se obtiver essa informação, compartilho com vocês.
Se tiver que sugerir, fico com a de beringela com coalhada seca. Uma delícia!
Pelo que pude observar, também estão fazendo bastante sucesso os michuis, que são espetinhos, acompanhados de pão sírio e uma das pastas da casa, à escolha do cliente.
Por falar em pastas, a coalhada seca de lá é deliciosa, bem encorpada e temperada, assim como a pasta de grão de bico. Mas pecaram no pão sírio, que estava mole, e deveria ser mais leve e crocante. Quem sabe na próxima?
Kibe vegetariano com coalhada seca
A medalha de ouro foi para o kibe vegetariano recheado com coalhada seca. Delicioso! Sequinho, recheio farto, tempero leve. Jogue fora o preconceito e não torça o nariz para o fato de ser vegetariano. Se você não prestar atenção, vai jurar que é de carne. É, ao meu ver, o melhor petisco da casa!
Ah, duas coisas boas: pra acompanhar tudo isso, o chopp é Heineken, bem geladinho. E o café é da marca italiana Illy, o que já traz uns pontinhos extras.
Na verdade, senti apenas uma grande ausência: o KIBE CRU. Como sou absolutamente apaixonada por um bom kibe cru, fiquei um pouco frustrada em não encontrá-lo no cardápio. Como assim um restaurante árabe sem kibe cru?? Acho que vou iniciar uma campanha pela sua inclusão no cardápio.
Ah, você sabe o que quer dizer Snaubar? Eu também não sabia. Mas não vou contar aqui. O melhor é pedir para o proprietário te contar, enquanto estiver por lá. A história é ótima, com direito, inclusive, a degustações.
No fim, temos um bom lugar pra relaxar e jogar conversa fora, numa ruazinha tranquila que evoca minhas melhores lembranças de infância.
Acho que voltarei por lá!
Um beijo a todos, e boa semana.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Eu comi um rato

Qual a sua maior aventura gastronômica?


Em qual momento você vacilou, pensou, olhou 20 vezes para o prato na sua frente, até ter coragem de provar o que estava sendo oferecido?
Afastar o preconceito e aventurar-se nos sabores não é fácil. Requer uma boa dose de coragem, disposição e mente aberta. Você pode conseguir ou não, gostar ou não, terminar o prato, repetir ou nem conseguir engolir a primeira garfada. Mas será, sempre, uma experiência inesquecível.

Particularmente, sou bastante aberta a surpreender meu paladar, especialmente em viagens. Antes mesmo de chegar ao destino, já sinto o gostinho dos pratos que quero provar. A gastronomia é, sem dúvida, um dos maiores atrativos turísticos.
Não foi diferente quando cheguei à Serra Equatoriana. Ao contrário da costa, é a parte que se mostra mais típica, e que se revela como a idéia pré concebida que temos dos países andinos. Ao lado da altitude, que é um atrativo à parte, a herança indígena está super presente: na fisionomia da população, na língua, no artesanato, na dança, na vida social, e na culinária.
Pra entrar no clima, resolvi criar coragem e provar o famoso cuy, que nada mais é do que o porquinho da índia (aquele mesmo, fofo, que a gente cria em casa) assado inteiro no espeto.

Dica certa em todos os guias de viagem, descobri que o cuy, além de ser o prato mais típico daquela região, é uma prato de festa. Iguaria servida em ocasiões especiais, de comemoração familiar, e caro para os padrões locais de preço.
Durante toda a viagem encontrei mulheres assando o porquinho na brasa, na beira da estrada, e fui me aconstumando à idéia de prová-lo na próxima refeição.
Soube que a grande maioria dos turistas não se atreve, por considerá-lo um rato assado. Será?

Depois de um árduo trabalho mental, consegui me convencer que um porco-da-índia não é um rato, e fiz o pedido no restaurante.
E ele veio.... inteirinho, com pele e tudo, olhando pra mim. Muito mais difícil, não é?
Se fosse desfiado, ou cortado em pedaços, seria muito mais fácil. Mas não. Era preciso encarar os olhinhos vidrados e a boquinha aberta, com dentinhos à mostra.
A hora H, e a cara de espanto da vizinha
Respirei, e entrei fundo de garfo e faca na mão.
Ainda bem.... ele era gostoso! A pele super crocante, bem sequinha. A carne, meio parecida com a de coelho. Só que ele é magrinho, tem muito pouca carne (como acontece com a codorna, por exemplo). Nada que eu me apaixonasse, ou repetisse. Mas valeu a pena a experiência.
Vai para a lista das coisas que provei, mas não me apaixonei (junto com os escargots).
E você, comeria?
Um beijo, e até a próxima aventura.




PS: Eu, ignorantemente, pensava que porco-da-índia e hamster era a mesma coisa. Não, não é. São duas espécies diferentes, com algumas peculiaridades que deixarei para os criadores e simpatizantes de plantão elencarem.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ceviche com ketchup

Oi, gente!
Ceviche no almoço, com arroz e chifles de banana
Voltei. Depois de umas férias inesquecíveis, estou de volta ao batente, e ao blog.
Menos cansada, menos estressada, mais pobre, mais gordinha e imensamente mais feliz! Cheia de fotos, lembranças e histórias pra contar.
O Equador é um país surpreendente. Pequeno no tamanho, grande na diversidade. Uma mistura de povos, de culturas, de valores. De climas e paisagens tão diversos que até esquecemos que estamos no mesmo país. Sem nem uma moeda própria pra chamar de sua. Mas com uma unidade que é marcada pela história, pela língua e, sobretudo, pela gastronomia.
Como sempre, respirei e abri a mente, a boca e o coração para conhecer e captar todos os gostos e cheiros da metade do mundo. Sem preconceitos, sem julgamentos, mas procurando encontrar, especialmente, a história daquilo que me estava sendo oferecido, a origem daquele sabor, a influência por trás daquele prato.
Foi assim por quase um mês. Do mais trivial ao mais sofisticado. Da comida normal cotidiana ao jantar de gala. Algumas delícias, algumas surpresas, algumas decepções.
Por isso, teremos muitas novidades para compartilhar por aqui.


Pra começar, a costa equatoriana. A região ainda traz um grande ranço da dominação econômica e ideológica americana. Os Estados Unidos estão no horizonte coletivo, e no sonho de consumo de cada um. Por outro lado, o mar gelado do Pacífico recheia a dieta alimentar, e o pequeno espaço disponível para pecuária faz disparar os preços da carne bovina. Na base produtiva, um monte de fazendas de camarão, e barcos de pesca de todos os tipos e tamanhos. Dá pra imaginar que o forte por lá são os frutos do mar. Ainda bem, porque eu adoro!
Ceviche equatoriano de camarão
De cara, encontrei, em cada esquina, o ceviche! Logo eu, que adoro ceviche. Inocentemente, imaginei que, pela proximidade com o Peru, entraria no terreno seguro de um prato conhecido e apreciado. E, ainda mais ingênua, acreditei que comeria ceviches nos restaurantes, como entrada no almoço ou prato principal no jantar. Aquele velho conhecido, cozido no limão, e temperado com bastante cebola.
Lêdo engano.
O ceviche equatoriano é completamente diferente do peruano. Ponto comum entre os dois é a excelente qualidade dos ingredientes. Em todos os que comi (e foram vários!), o peixe era fresquíssimo, o camarão espetacular, e o polvo macio como nunca. Mas parava por ai.
Carrinho de ceviche na rua.
O mais importante é que, no Equador, o ceviche é um prato popular, mas popular de verdade. Comida de rua, de trabalhadores, vendida na praia. Pode ser encontrado tanto em restaurantes caros, como nos mais simples, e também no meio da rua. De peixe, camarão, caranguejo, polvo, mariscos ou o que mais estiver disponível, tudo junto ou separado. E é vendido em carrinhos iguais aos de cachorro quente, com os ingredientes em potes plásticos; o prato é montado na hora, ao gosto do freguês. Sabor e proteína a módicos 5 dólares. Achei o máximo!
Ao contrário do peruano, os ingredientes principais (pescados, frutos do mar) são pré-cozidos. Mas só um pouquinho, porque permanecem bem macios. Além disso, vem cheio do molho ácido, num prato fundo, como uma sopa rala. 
Um desses a cada 100m de areia
Pra acompanhar, chifles de banana, outra coisa que é a cara daquele país, e que acompanha quase metade de todos os pratos. Nada mais do que finas e crocantes fatias de banana frita, como um salgadinho. O pessoal de lá geralmente vai quebrando a banana e colocando tudo dentro da cumbuca do ceviche, comendo tudo junto. Confesso que preferi comer separadinho mesmo.
Não é só. O ceviche pode ser comido a qualquer hora, e se for a sua escolha pro almoço, virá acompanhado também de uma porção de arroz branco, que você também deverá por dentro do prato fundo de ceviche.
Mas lá pras bandas da praia, ele é comida de café da manhã! Sim, o café da manhã regional, típico, é ceviche. Um bom prato de ceviche com chifles de banana. Energia pro dia todo.
Parada pro café da manhã
Como se não bastasse o espanto de comer ceviche no café da manhã, todos, sem exceção, temperam o prato com.............ketchup! Não consegui acreditar. O mais puro exemplo da mistura da gastronomia tradicional equatoriana com a influência americana.
Confesso que me neguei, por muito tempo, a fazer isso. Primeiro, porque nem sou tão fã assim de ketchup. Segundo, porque achei um absurdo estragar um prato tão saboroso, com ingredientes de primeira, desta forma. Mas vi, todas as vezes, todo mundo colocando.
Este já veio com ketchup
Até o dia em que fomos todos tomar café da manhã num restaurante chamado Arbolito. Ceviche pra todo mundo, e eles já vieram, todos, com ketchup. Não tive como escapar, e terminei experimentando. Taí a foto pra comprovar.
Tenho que dar a mão à palmatória: não fica ruim. Pelo contrário, o docinho do ketchup vai um bom contraponto ao forte tempero do ceviche. Mas ainda assim prefiro a minha versão não americanizada.

Será que alguém se habilita a provar???
De qualquer forma, vou torcendo para que o ceviche, peruano ou equatoriano, se torne mais popular (e, consequentemente, mais barato) por aqui.
Esta é apenas a primeira das novidades. Afinal, não há como negar que comer ceviche com ketchup, no café da manhã, foi uma aventura.
Já estava com saudades de vocês!
Compartilhar a experiência torna muito mais legal tudo o que é vivido.
Um beijo!




domingo, 30 de setembro de 2012

Pra comer costela em Boa Viagem

Oi, gente!

Costela completa pra família inteira
Antes que a turma da zona sul recifense desista de acompanhar o blog, o post de hoje vai especialmente para quem, de vez em quando, abre mão da dieta, e se permite momentos de puro deleite adiposo. Afinal, não tem colesterol que resista quando se está diante de uma excepcional Costela no Bafo, de uma cerveja gelada, e de muito papo rolando.
A espetacular Costela no Bafo
A dica é o Restaurante Carcará. O local é antigo, fica na Rua Ribeiro de Brito, e serve comida regional. Simples, farto, gostoso. Aquele velho esquema de comida boa e preço justo.
Pra começar, peça logo uma cerveja e o pão de alho caseiro, bem crocante e com recheio farto. O de lá é ótimo. Não tem como errar na combinação.
Mas a melhor pedida é, sem dúvida, a espetacular Costela no Bafo, que por si só vale a visita. Enorme, super macia, dá pra partir de garfo, e derrete na boca. Mais magra ou mais gorda, ao gosto do freguês. Com farofa de ovos e macaxeira frita, é de comer rezando. Nessa hora, esqueça todas as recomendações médicas e capriche na manteiga de garrafa. Agora aproveite que é fim de semana, e leve a família, porque um prato completo dá para alimentar umas 4 ou 5 pessoas. Deliciosa, e inesquecível!
Pãozinho de alho
Depois dela, não consigo pensar em nada melhor que um cochilo.
E não se preocupe, é só passar o dia seguinte no suco e saladinha, que dá pra compensar.
Espero que vocês gostem tanto quanto eu.


Ah, estou entrando de férias (êba!!!!!). Vou descobrir um destino pouco conhecido de todo mundo - o Equador! Então, preparem-se, porque o próximo post já será diretamente de lá.
Garanto que teremos muito o que conhecer. Pelo que andei pesquisando, o país é pequeno, mas muito rico culturalmente. Já estou imaginando as experiências, os locais, as pessoas e as comidas que embalarão nossas próximas conversas.
Vou fechar a mala, aguçar os sentidos e abrir a mente e o coração.
Até lá! 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cafeteria Maia

Cappuccino Menta
Oi, gente!
A descoberta desta semana foi a Cafeteria Maia.
Pequena, poucas mesas, ela fica dentro da Galeria Shopping Sítio da Trindade, na Estrada do Encanamento. Um achado!
Cardápio bom e cheio de opções, que incluem bolos, salgados, tapiocas, saladas, sanduiches, cafés quentes e gelados. A proprietária está sempre por lá, e põe a mão na massa. Resultado: gostinho de comida gostosa, preparada com muito cuidado.
Tapioca de Queijo do Reino
Pra quem gosta de tapioca, como eu, é um prato cheio. A tradicional é ótima, mas não deixe de provar a de queijo do reino, que é muito boa, sequinha, e com recheio farto. Nas especialidades, a tapioca Passa Disco, uma das vedetes da casa, vem com camarão e creme de queijo com orégano. Uma dica: o creme é feito na própria cafeteria, com um marcante gostinho de gorgonzola. Na minha opinião,  podia ter um pouquinho mais de camarão. Diferente, e muito gostosa.
Tapioca Passa Disco
A carta de cafés é ótima. A marca usada é a Delta, e se pode passear por entre os quentes, os gelados e os com leve teor alcoólico. Fui de Cappuccino Menta, que leva café, chocolate, licor de menta e chantilly. Uma delícia! A combinação é ótima, e veio na cremosidade ideal. Recomendadíssimo!
Se a fome for grande, peça um sanduiche. O pão usado em todos eles é artesanal, fabricado na própria cafeteria, bem leve. Uma delícia! Ah, se você quiser encomendar o pão pra levar pra casa, é só avisar com uma certa antecedência. Bom, né?
Mais um excelente local pra uma pausa no dia, um bom café, e muita conversa.
Beijos mentolados!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Zepelim Sorveteria

Sorveteria Zepelim
Oi, gente!

Pra começar, um fato: eu sou absolutamente louca por sorvete! Não consigo resistir a uma bolinha, desde criança.
Por isso fiquei super feliz em conhecer a Sorveteria Zepelim, na Praça de Casa Forte. Primeiro, porque adoro aquela localização. Verde, tranquilidade, mesas na calçada, um pouco mais de silêncio, gente na rua, famílias, cachorros, casais de mãos dadas. Dá pra desacelerar um pouco, e parar pra respirar.
Depois, e o melhor de tudo, é que os sorvetes de lá são da marca Bali. Pra quem já conhece, são aqueles de Maceió, deliciosos, e que somente eram encontrados em outra outra pequena sorveteria aqui da cidade.
Sorvetes Bali
Na Zepelim, a lista de sabores é extensa, e varia dos mais comuns aos mais exóticos. A proprietária teve o cuidado de identificar os que são feitos à base de leite, e os que são feitos à base de água. Ponto pra quem passa longe da lactose. Eu, claro, aproveitei pra provar vários... e trouxe a minha listinha de sugestões!
Dentre os mais comuns, o de Morango ao Leite é delicioso. Já para os amantes do chocolate, as opções são muitas, mas o Africano, feito com chocolate meio amargo, ficou no topo do pódio.
Fiquei absolutamente encantada pelo de Limão com Hortelã, super refrescante, e pelo de romã. Confesso que eu nunca tinha sequer pensado em tomar sorvete de romã. Mas provei, e aprovei!
Na lista dos imperdíveis, sugiro o de Queijadinha (sim, aquele doce de festa infantil), e o de Leite com Conhaque e Canela. Show!
Se você quiser se aventurar nos sabores, vá de Rosas Selvagens. Mais exótico, impossível!
Vinho do porto, pistache e romã
O primeiríssimo lugar, com direito a repeteco, ficou com o sorvete de Maçã Verde. Simplesmente delicioso! Aproveite e coloque uma calda de caramelo por cima...
Soube que a vedete da casa é o sorvete de Leite Ninho. Pena que estava em falta. Quem sabe provo e conto para vocês em uma outra oportunidade?
Ah, o sorvete lá é no peso, e também tem aquela mesinha cheia de guloseimas para enfeitar o nosso potinho. Só não deixe de provar o ganache de chocolate com creme de leite, feito na própria sorveteria. Muito bom!
Para os diabéticos e contadores de calorias, havia mais de sete sabores de sorvete diet. Boa notícia, hein?
Pronto. A programação pro próximo domingo na praça já está fechada.
Beijos gelados!

Nota - Depois de um tempo, voltei por lá. Finalmente pude provar o famoso sorvete de leite ninho, e não me decepcionei. É delicioso! O gosto é mesmo de leite ninho, e lembra os muitos momentos de infância regados a leite com Nescau. Vale a pena provar!




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Esbarre

Muffin de laranja com chocolate
Oi, gente!

Tem coisa melhor do que esbarrar num lugar legal, com ótima comida, ambiente agradável e bom atendimento? Aconteceu comigo, e confesso que estou meio viciada no ESBARRE.
Pra começar, o local é ótimo. Apesar de estar dentro de um posto de gasolina, esse é um detalhe esquecido depois que nos alojamos por lá. Atenção no atendimento, cuidado com os detalhes, e a presença constante dos proprietários tornam a casa aconchegante, onde é fácil sentir-se à vontade. Mesinhas internas e externas, as minhas preferidas são as que ficam nos fundos . Um oásis silencioso que convida a um café, uma conversa, outro café....
O cardápio é variado, contemplando omeletes, sanduiches, petiscos, sobremesas, cafés, e foi elaborado com esmero e cuidado, sempre com o olhar clínico da chef da casa. Já fui tantas vezes que completei a minha lista de favoritos.
Goulash de filet
Pra matar a fome, o goulash de filet, é incrível. Trata-se de um tipo de guisado de carne, de inspiração húngara, só que um pouco mais encorpado, e que vem dentro de um pão italiano, suficiente para uma pessoa. É bastante temperado com páprica, apimentado no ponto certo. Delicioso!   
Omelete de queijo com presunto e saladinha
Os sanduiches também são excelentes. As opções são muitas, mas sugiro que você tente o de salmão defumado com rúcula e cream cheese no pão preto, o de pizza, ou o hot dog de linguiça especial reduzida no vinho. Fantásticos!
Existem também algumas opções de omeletes. Sempre vou no de queijo com presunto, com saladinha e suco de laranja pra acompanhar. Muito bem feito, recheio farto, consistência cremosa. Viciante! E o melhor é que depois ainda dá pra pedir, sem culpa, uma sobremesa!
Waffle com Chocolate e Torta de Maçã
Por falar nisso, as do Esbarre são imperdíveis. E neste ponto chegamos na melhor atração do lugar: a deliciosa torta de frigideira de maçã com sorvete de doce de leite. Para mim, o carro chefe da casa. Leve, não muito doce, mistura a maçã com a doçura de um creme que lembra muito o recheio do pastel de belém. Pense em gemas, canela, açucar de confeiteiro. Ao lado, uma bolinha de sorvete de doce de leite da Fri Sabor. Já deu vontade de provar?
Ainda tem waffles, brownies, muffins, fatias douradas (ou paridas, dependendo de onde você estiver lendo este post).
Depois de tudo isso, deixe um espaço pro excelente café. O espresso é ótimo, da marca Orfeu (aquele que eu adoro, e do qual já falei num post anterior), e geralmente é tirado com muito cuidado. Para algo mais elaborado, vá de Bem Casado, pra terminar a refeição com chave de ouro.
O Esbarre fica na Rua Amélia, um pouco depois do Colégio Agnes. Vale uma parada. Acho que vocês vão adorar. Depois me digam o que acharam.
Quem sabe não nos esbarramos por lá?
Um beijo.






  

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Recife Sabor & Arte

Oi gente!
Novidade para quem está pela capital pernambucana.
A partir de hoje, e até o dia 23 de setembro, está rolando o Festival Recife Sabor e Arte, promovido pela Abrasel/PE. Vários restaurantes da cidade estão participando, e o tema deste ano é Gastronomia e Música. O desafio foi escolher uma música marcante, e a partir dela desenvolver um prato principal e uma sobremesa, que serão vendidos por preços que não podem ultrapassar R$ 40,00 e R$ 10,00, respectivamente. Boa sacada!
Ontem tivemos a festa de abertura do Festival, e eu estive por lá pra conferir. Jazz ao fundo, muita gente circulando, entre chefs famosos, funcionários, clientes e curiosos. A proposta era que as casas participantes fizessem uma pequena degustação dos seus pratos do Festival, pra gente ficar com gostinho de quero mais. Alguns conseguiram, outros não, outros pecaram feio, e terminaram fazendo uma grande propaganda negativa.
À primeira vista, o que se viu foi uma profusão de pratos simplórios e baratos, como se os estabelecimentos estivessem ali apenas para cumprir tabela. Tudo bem, não era obrigatório servir o mesmo prato do festival na festa de abertura. Mas não custava nada um pouco mais de esmero. A maioria dos funcionários que estavam servindo não sabiam nada do festival, muito menos qual o prato que serviriam no restaurante, ou em qual música o chef havia se inspirado. Lamentável.
O Pátio Café e Cozinha
Entre estes, metade serviu risoto (nenhum com arroz arbóreo, por sinal), e uns tantos outros preferiram usar o penne. O que dizer de um excelente restaurante italiano que leva ao evento penne com molho de tomate? Não dá para esperar que o cliente fique animado a visitá-lo durante o festival. Aliás, não havia outra massa que não fosse esta. Devia estar na promoção! 
Ceviche e sushis do EKI
Por outro lado, alguns levaram a sério a proposta, e se destacaram muito positivamente. O Pátio Café e Cozinha inspirou-se na música Flor de Maracujá, de Pepeu Gomes, e serviu petiscos que remetem ao seu prato do festival, além de um delicioso brigadeiro de copinho com mousse de maracujá.  
O EKI também arrasou no ceviche super temperado e nos diversos sushis que estavam sendo montados na hora. Teve direito a repeteco!
Tapa de Cuadril
Duas boas e substanciais surpresas: o arroz com camarão, cachaça e queijo coalho da Confraria do Mar, e a Panelinha de Caruaru, trazida pelo Oficina do Sabor.
O estreante Tapa de Cuadril arrasou no Bife Ancho, acompanhado de farofa e cebola gratinada com queijo e calabresa. Estava uma delícia! Vai pro topo da minha lista das visitas!
O arroz com camarão do Confraria do Mar

O Recife Sabor e Arte é uma excelente oportunidade de conhecer novos lugares, e de descobrir outros sabores. Para saber a lista completa dos restaurantes participantes, e os pratos servidos, busque a lista que está no facebook da Abrasel PE (www.facebook.com/AbraselPe), e no site dos maiores jornais do estado. Já estou escolhendo os meus favoritos...
E você? Vamos nessa?